Recrudesce a repressão em Cuba - 16/06/2012
  
  Repressão contra às 'Damas de branco" que 
  protestam contra ás prisões.
Dissidentes cubanos denunciam que houve 423 prisões na ilha-cárcere comunista de Cuba por "motivos políticos" só em maio último
Elizardo Sanchez, director da cada vez menos tolerada Comissão de Direitos Humanos de Cuba – F. Reyes/AP
HAVANA – Ao menos 423 cubanos sofreram "prisões arbitrárias e sem acusações formais por motivos políticos" na ilha no último mês de maio, cifra que reflete um "recrudescimento inquietante" na repressão da ditadura comunista dos Castros, disse hoje a ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional.
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"Em maio de 2012, viram-se e registraram-se pelo menos 423 prisões arbitrárias sem acusações formais e por motivos políticos, numa cifra maior que no mesmo mês de dos dois anos anteriores (120 em 2010 e 349 em 2011), o que resulta numa tendência de que a repressão está numa escalada inquietante", divulgou um informe publicado pelo grupo dissidente.
As "prisões arbitrárias", que duram de várias horas a vários dias, somaram-se 3.218 outras ocorridas entre janeiro e maio, mais do que em todo o ano de 2010 (2.074), segundo um relato mensal da Comissão, que é presidida pelo dissidente Elizardo Sánchez.
O grupo, ilegal mas ainda tolerado pelas autoridades comunistas, destacou que em 22 de maio, "pela primeira vez em 50 anos", o governo revelou a quantidade de presos políticos na ilha – 57.337, depois que outros 10.129 foram libertados nos seis meses anteriores por diferentes "benefícios"—, mas alegou que o número real de presos é muito maior. "O número real de pessoas internadas em prisões, campos de concentração e outros centros de internação forçada (…) estaria entre 65.000 e 70.000 pessoas", disse o grupo, que afirmou que "Cuba ocupa um dos primeiros lugares, em escala mundial, em quantidade de presos políticos (625) por cada 100.000 habitantes".
A Comissão alega que o número de prisões aumenta em relação aos anos anteriores, uma vez que em todo o ano de 2010 foram 2.074 e em 2011 foram 4.123 presos políticos.
Em 1 de junho, em Genebra, o Comitê contra a Tortura da ONU solicitou a Havana uma investigação imparcial sobre as mortes de 202 presos, dez dias depois de ter solicitado do regime castrista que prestasse contas por 2.400 prisões ocorridas nos primeiros meses de 2012.
Umas 600 prisões entre as 1.158 registradas em março ocorreram nos dias prévios ou durante a visita do Papa Bento XVI à ilha, conforme a Comissão Cubana de Direitos Humanos.
 

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