DA EFE, EM ASSUNÇÃO
Matéria enviada por VaniaLCintra
25/06/2012 - 22h43
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, nomeou nesta segunda-feira Franklin Anki Boccia como novo diretor-geral paraguaio da usina hidrelétrica de Itaipu, compartilhada com o Brasil. O evento da substituição foi de discurso patriótico, incluindo ameaças de diminuir a venda de energia para os brasileiros.
"Sem mais venda de energia elétrica, embora hoje nos traga divisas! Utilização plena de nossa energia aqui, gerando postos de trabalho!", exclamou o novo diretor-geral, alinhado com o discurso de Franco de que o Paraguai deve aproveitar mais seus recursos energéticos, em vez de cedê-los aos vizinhos.
O Paraguai recebe do Brasil US$ 360 milhões anuais pela energia de Itaipu. Além da usina com o Brasil, Assunção construiu a planta de Yacyretá, em parceria com a Argentina, para quem também vende energia elétrica.
A medida foi decretada por Franco com caráter interino, à espera de que o Legislativo ratifique a designação. Boccia substitui Efraín Enríquez, que estava desde 2011 a direção paraguaia na diretoria de Itaipu -- tanto Brasil como Paraguai têm um representante cada na direção máxima da empresa.
O novo líder paraguaio esteve presente no ato privado que significou o revezamento, mas se ausentou da cerimônia pública realizada em seguida na sede da empresa hidrelétrica em Assunção.
Em seu lugar, o ministro das Relações Exteriores paraguaio, José Fernández, qualificou o ato de "simbólico" por considerar Itaipu "a grande empresa paraguaia". Prometeu que, com o novo diretor, será possível "um melhor desenvolvimento" para a população do país. 
AVISO
Além disso, enviou uma mensagem às autoridades brasileiras sobre as intenções do novo Executivo paraguaio. "A essa nação irmã que é o Brasil: Itaipu é o braço plural de uma integração que agora tem alguma dificuldade", declarou Fernández.
Segundo ele, essa integração vai continuar se aprofundando graças à colaboração entre os povos dos dois países, "inclusive acima de seus próprios governantes". Boccia destacou os avanços na concretização da nova linha de 500 kw que pretende conectar a hidrelétrica com a região ocidental do país no início de 2013.
O novo diretor-geral prometeu, além disso, levar adiante a investigação de um caso de corrupção detectado em 2009 no fundo de previdência Cajubi --dos trabalhadores da empresa. O caso envolve uma quantia de US$ 104 milhões e já há vários funcionários processados.
Além de Boccia, foram nomeados Eusebio Ramón Ayala para a direção jurídica da companhia, Alberto Magno Ricardo González para a de Administração e Sady Aranda de González para a de Coordenação. 
YACYRETÁ
O governo Federico Franco --que na sexta-feira assumiu o cargo após a destituição de Fernando Lugo, que sofreu processo de impeachment no Senado-- decidiu, no entanto, manter Enrique Cáceres como diretor da hidrelétrica de Yacyretá, que o Paraguai compartilha com a Argentina, no cargo desde o final de 2011.
"O diretor está confirmado (no cargo). Não se prevê nenhuma mudança", comunicou o setor de comunicação da empresa à agência de notícias Efe.
As duas centrais elétricas representaram 11,2% do PIB do Paraguai de 2011 e 14,3% no primeiro trimestre de 2012, segundo dados do Banco Central do país. No ano passado, o Paraguai cedeu ao Brasil e à Argentina 92% da energia que ambas produzem.
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Somos un país soberano", asegura el diputado Soler
"Le digo al ex presidente Fernando Lugo, que deje de hacer el ridículo, realmente da pena, si le queda algo de dignidad, que no creo que tenga, porque nunca lo tuvo, debería realmente ayudar a traer la paz social y la calma al Paraguay, es lo que todos necesitamos, trabajar, proyectarnos hacia el futuro, creo que él podría ser un actor importante dentro de ese contexto, pero el papel que esta haciendo, es lastimero, cae en lo más ridículo", calificó el diputado Carlos Soler (PPQ-Central), vicepresidente segundo de la Cámara de Diputados.
En cuanto a las declaraciones de Camilo Soares, que califica como un golpe de Estado la destitución de Fernando Lugo, además de pedir resistencia a sus aliados, destacó que cae dentro del marco de la desesperación, por lo que incurre en dichas acciones. "Ahora tendrá que recurrir a una defensoría pública para poder defenderse de los casos que aún tiene pendiente, porque no sé de donde va a sacar la plata dulce que tenía para pagarse los abogados caros, este ladrón de coquitos".
El diputado Soler, al referirse al MERCOSUR, dijo que "así como están las cosas lo que vemos es una alianza Kirchner-Chávez, porque el Brasil, lo toma con mucha cautela y sus expresiones van en esa medida. Podríamos pensar en la posibilidad del modelo chileno, de proyectarnos hacia el mundo, establecer puentes comerciales con otros países como lo hace Chile, con los E.E.U.U. con el ALCA, me parece que podríamos hacerlo".
Por último, agregó que "lo que no podemos hacer es arrodillarnos ante Chávez y Cristina, somos un país soberano", concluyó. 
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Lula Da Silva participó de manifestación a favor de Lugo en Brasil
| 21:28 | Lunes, 18 de Junio de 2012
Lula Da Silva participó de manifestación a favor de Lugo en Brasil
El expresidente brasileño, Luiz Inácio Lula Da Silva, participó este lunes de una manifestación de ciudadanos paraguayos a favor del expresidente paraguayo, Fernando Lugo y en contra del juicio político.
Lula fue muy bien recibido por la comunidad paraguaya que se manifestó este lunes. Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
El presidente brasileño que luego de ocho años de gobierno dejó la presidencia con más del 80% de popularidad, Lula Da Silva, se adhirió este lunes a la manifestación de ciudadanos paraguayos residentes en San Pablo, a favor del presidente Lugo.
El encuentro de los compatriotas que se pronunciaron en contra del juicio político, fue frente a la embajada paraguaya en la ciudad mencionada.
Hasta ese lugar llegó Lula, quien manifestó su apoyo a Lugo.
"Yo nunca vi un proceso de juicio político que dure 24 horas. La democracia fue herida", expresó el exmandatario según lo publica en su página oficial de Facebook, donde también se exhibe una fotografía del mismo con los manifestantes.
Cabe mencionar que el día que Lugo fue destituido a través de un juicio político, compatriotas residentes en Argentina también se manifestaron en contra de lo que califican como "golpe de estado", cerrando la avenida de 9 de Julio.

 

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