Publicado em: 13-07-2012 | Por: SDB | Em: Política Internacional
Aliança internacional dispara contra o Paraguai: Mercosul e Unasul abrem as portas da América Latina para um neo-totalitarismo de esquerda
A SOCIEDADE PARAGUAIA DE DEFESA DA TRADIÇÃO, FAMÍLIA E PROPRIEDADE (TFP), uma vez desfeita a poeira levantada pela arbitrária sanção imposta ao Paraguai pelos governos sul-americanos, alerta para o abismo que este inusitado fato pressagia e o precedente que estabelece.
Por um “crime” que não houve o Mercosul e a Unasul aplicaram uma pena que não existe. Não houve [crime] porque tudo foi estritamente legal.
Não existe [a pena], porque o texto que a prescreve estabelece em seu art. 11: “somente se aplicam aos Estados que o tenham ratificado”, e Paraguai não o ratificou. Portanto, o que houve foi um ato de prepotência contra um país-membro, uma efetiva execução daquilo mesmo de que nos acusa, assim como um golpe de força contra o Paraguai e a própria institucionalidade do Mercosul. Foi uma coordenada intromissão estrangeira nos assuntos internos paraguaios.
Por que tanta acrimônia e violência? Pelo simples fato de não agradar a esses governantes e a essas instituições o fato de o Poder Legislativo, no livre e pacífico exercício de seus direitos constitucionais, destituir o Presidente da República num ato de legítima defesa da Nação agredida por uma subversão interna patrocinada pelo próprio chefe de Estado! (1)
O ex-presidente Lugo, reconhecido partidário do Socialismo do Século XXI e da Teologia da Libertação, administrou como Bispo — quando exercia esse cargo — a Diocese de San Pedro, a qual, por não mera coincidência, é hoje uma das zonas mais transtornadas pelo monstruoso contubérnio comunismo-religioso e religiosidade comunista. Conceitos contraditórios que a Teologia da Libertação — que de Teologia só tem o nome, e de substância o mecanismo comunista — pretende amalgamar.
Dom Rogelio Livieres denunciou como o ex-mandatário politizava as paróquias:“Arrastou boa parte do clero e uma grande quantidade de monjas” e,“com a organização do Governo e a ajuda de sacerdotes, tirava os meninos das capelas e paróquias para irem à Venezuela por 15 dias”,(2) obviamente para serem doutrinados com os nefastos dogmas do socialismo chavista. Nessa mesma zona existe a subversão sob a forma de falsos camponeses sem terra intoxicados da luta de classes e da guerrilha do EPP [Exército Paraguaio do Povo], um campo de manobra e uma capacidade incendiária que, com um eventual apoio de Chávez, de Evo e de outros, ainda pode tornar-se muito perigosa.
Diante do quadro que em nível nacional e internacional se configura, é surpreendente constatar a inoperância dos presidentes sul-americanos e dos organismos internacionais, que simulam nada ouvir e nada ver. Como são imprevidentes! E, pelo contrário, quanto desvelo em proteger o avanço da neo-subversão esquerdista, quanta impunidade diante de seus atropelos, seus golpes à lei, ao Estado e às instituições! Enfurece-os que um país pequeno como o nosso resista à extorsão, não siga a palavra de ordem que lhe dão, e nem se intimide com o precedente criado com a prepotente intervenção em Honduras, em caso similar ao nosso.
“Eles coam um mosquito — o pretenso golpe no Paraguai e em Honduras – e engolem um camelo: a iníqua e cinquentenária tirania cubana”. Ou a descarada intromissão, durante o auge da crise, do chanceler venezuelano Maduro e do embaixador do Equador, tentando sublevar as Forças Armadas contra o Congresso Nacional e incitando os altos comandos a tomarem partido em favor do presidente deposto, o que teria desembocado num Golpe de Estado.

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