Coronel da Aeronáutica
Alfeu de Alcântara Monteiro
Juliana Dal Piva  - Globo - 18/08/2012 
Famílias receberam pedido de desculpas do Estado A Caravana da Anistia do Ministério da Justiça fez ontem no Rio o julgamento de pedidos de sete vítimas do regime militar. A solicitação da família do ex-militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML) e desaparecido político Fernando Santa Cruz foi atendida.(Leia, a seguir, como o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra descreve em seu livro "A Verdade Sufocada", a versão da morte do Cel Av Alfeu de Alcântara Monteiro., um dos sete indenizados)
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A viúva de Santa Cruz, Ana Lúcia, e seu irmão, Marcelo Santa Cruz Oliveira, presentes à solenidade, receberam o pedido de desculpas oficial do Estado e uma reparação financeira de R$ 238 mil retroativos, além de uma pensão de R$ 2,5 mil mensais. Desaparecido desde 1974, ele era estudante de Direito na Universidade Federal Fluminense e tinha 26 anos quando foi preso e torturado por agentes do DOI-Codi no Rio. Recentemente, o ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Claudio Guerra, afirmou, no livro "Memórias de uma guerra suja", que o corpo de Santa Cruz teria sido um dos incinerados por ele em uma usina de açúcar em Campos. - Isso foi para nós foi uma coisa extremamente dolorosa. A gente não tem coragem até hoje de dizer isso para a dona Elzita (mãe de Fernando). Ela tem 99 anos - contou Ana Lúcia. Além de Fernando Santa Cruz foram anistiados os irmãos Yuri e Alex Xavier Pereira, militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Ação Libertadora Nacional (ALN) que foram mortos; Lincoln Bicalho Roque, militante do PCB assassinado; Alfeu de Alcântara Monteiro, ex-militar fuzilado por resistir ao golpe; Marilea Venâncio Porfírio, ex-assistente social do INSS demitida e José Grabois, professor cassado da Secretaria de Educação.
A viúva de Santa Cruz, Ana Lúcia, e seu irmão, Marcelo Santa Cruz Oliveira, presentes à solenidade, receberam o pedido de desculpas oficial do Estado e uma reparação financeira de R$ 238 mil retroativos, além de uma pensão de R$ 2,5 mil mensais. Desaparecido desde 1974, ele era estudante de Direito na Universidade Federal Fluminense e tinha 26 anos quando foi preso e torturado por agentes do DOI-Codi no Rio. Recentemente, o ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Claudio Guerra, afirmou, no livro "Memórias de uma guerra suja", que o corpo de Santa Cruz teria sido um dos incinerados por ele em uma usina de açúcar em Campos. - Isso foi para nós foi uma coisa extremamente dolorosa. A gente não tem coragem até hoje de dizer isso para a dona Elzita (mãe de Fernando). Ela tem 99 anos - contou Ana Lúcia. Além de Fernando Santa Cruz foram anistiados os irmãos Yuri e Alex Xavier Pereira, militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Ação Libertadora Nacional (ALN) que foram mortos; Lincoln Bicalho Roque, militante do PCB assassinado; Alfeu de Alcântara Monteiro, ex-militar fuzilado por resistir ao golpe; Marilea Venâncio Porfírio, ex-assistente social do INSS demitida e José Grabois, professor cassado da Secretaria de Educação.
Leia, a seguir, como o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra descreve em seu livro "A Verdade Sufocada", a versão da morte do Cel Av Alfeu de Alcântara Monteiro.

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