O Globo
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SANTIAGO - O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu respeito ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, neste sábado, depois que o sul-americano chamou o ex-presidente espanhol José María Aznar de "fascista" durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana, no Chile. 

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No discurso de encerramento da reunião, Chávez voltou a usar no sábado o qualificativo que já havia adotado na véspera ao referir-se a Aznar, o que irritou o presidente espanhol e o rei Juan Carlos, que gritou ao líder venezuelano: "Por que não se cala?"

"Quero expressar ao presidente Hugo Chávez que, em uma mesa em que há governos democráticos, tem-se como princípio essencial o respeito. Pode-se estar nos extremos opostos de uma posição ideológica, e não serei eu a estar próximo das idéias de Aznar, mas o ex-presidente Aznar foi eleito pelos espanhóis e exijo esse respeito", disse Zapatero.

"Pode-se discordar radicalmente sem se desrespeitar", acrescentou, em tom enérgico, diante das autoridades reunidas na cúpula.

O protesto de Zapatero gerou uma reação imediata de Chávez, que manteve sua posição sobre Aznar e replicou: "Com a verdade, não ofendo nem temo. O governo da Venezuela se reserva o direito de responder a qualquer agressão."

Em plena discussão entre os presidentes, o rei Juan Carlos repreendeu Chaves, dizendo "por que não se cala?" bem no momento em que o presidente venezuelano tentava interromper Rodríguez Zapatero.

Chávez chamou o ex-presidente espanhol de "verdadeiro fascista" na sexta-feira, e também criticou as declarações do presidente da Confederação Espanhola de organizações Empresariais e vice-presidente do Grupo Marsans, Gerardo Díaz Ferrán.

O empresário havia expressado na quarta-feira sua preocupação com a situação dos investimentos de empresas espanholas na Venezuela, Bolívia e Equador, devido à insegurança jurídica.

 

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