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Categoria: FARC
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 O governo da Colômbia anunciou na noite desta quarta-feira que decidiu "dar por encerrada" a mediação realizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em busca de um acordo humanitário para a libertação de reféns. Em um comunicado, a Presidência da Colômbia afirmou que a decisão foi provocada pelo fato de Chávez ter desrespeitado um acordo em que havia se comprometido em não falar diretamente com o alto comando militar colombiano a respeito da questão dos reféns.

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Hoje, a senadora Piedad Córdoba (que também participava do processo de mediação) telefonou ao comandante do Exército, general Mario Montoya, (...) e passou o telefone ao presidente Hugo Chávez, da Venezuela. O presidente Chávez fez ao general Montoya perguntas sobre os reféns seqüestrados pelas Farc", diz o comunicado.

Segundo o comunicado, em uma reunião realizada em Santiago, no Chile, no início deste mês, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, havia dito a Chávez que não estava de acordo com contatos diretos entre o presidente venezuelano e os comandantes militares colombianos.

"Em conseqüência, o presidente da República dá por encerrada a mediação da senadora Piedad Córdoba e a mediação do presidente Hugo Chávez, a quem agradece a ajuda prestada", afirma a nota oficial, lida pelo secretário de imprensa da Presidência da Colômbia, César Mauricio Velásquez.

A decisão de encerrar o processo de mediação foi tomada apenas dois dias depois de o governo colombiano ter anunciado que daria prazo até 31 de dezembro para que os esforços de Chávez tivessem resultados.

Desde agosto, Chávez vinha atuando como mediador entre o governo da Colômbia e as Farc na busca de um acordo humanitário que permita que 45 reféns sejam soltos em troca da libertação de cerca de 500 integrantes do grupo guerrilheiro que estão presos.

Entre esses reféns está a senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt. Na terça-feira, em visita à França, Chávez disse que as Farc haviam prometido enviar até o final do ano uma prova de que a refém estava viva.
http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2007/11/22/ult4909u1249.jhtm