Caros amigos
PChagas
Como diria o jornalista Boris Casoy, "é uma vergonha" o governo brasileiro apoiar ideologicamente, pela terceira vez, a distorção dos preceitos legais em crises políticas de países amigos: Honduras, Paraguai e, agora, Venezuela. E aqui cabe a pergunta: O que estaria o Sr Marcos Aurélio Garcia fazendo em Cuba, desde 31 de dezembro de 2012,  dando o respaldo petista ao golpe ou ungindo o caudilho moribundo em nome do Foro de São Paulo?
Independente da resposta, penso que a melhor coisa que pode acontecer, neste momento e nesta conjuntura, ao  nosso vizinho do norte, é deixar que o golpe seja dado, já que, com certeza, é o que quer a maioria dos venezuelanos, composta pela pobre massa de ignorantes que apóia o caudilho.
É importante que o "chavismo", assim como o "castrismo", o "lulopetismo", o "kirshnerismo" e seus congêneres caiam pelo efeito da sua própria podridão e pelo atraso que representam no contexto da evolução política da humanidade.
A massa, mantida cativa ou inebriada pelas promessas populistas, visionárias, demagógicas, messiânicas,  mas, principalmente, totalitárias desses líderes de barro de taipa, precisa sentir na carne, porque não tem outra lógica, a dor da realidade e do desmoronamento do engodo de que tem sido vítima, embora, verdade seja dita, tenha sido historicamente explorada, enganada e abandonada pela vergonhosa classe política da América Latina.
Qualquer alternativa ou recurso legal que tire o caudilho do poder, antes que o caos se instale e que a massa sinta na pele, no bolso e no estômago os efeitos da ilusão e enxergue que foi, mais uma vez, usada e enganada, será motivo para reforçar seu poder messiânico e, pior, criará condições para transferir para a oposição a responsabilidade pelo fracasso do projeto e para endeusar mais um canalha que, mesmo depois de morto, continuará a assombrar e a iludir os ignorantes de uma nação órfã de líderes e de verdadeiros estadistas.
Não há atalhos para o amadurecimento político,  somente a educação, a cultura, o tempo e a dor do "ensaio-erro" podem dar às nações a estabilidade que as faça imunes às investidas do populismo socialista do tipo bolivariano,  pregado e professado na América Latina pelos integrantes do famigerado Foro de São Paulo.
Cabe às instituições mais evoluídas, confiáveis e identificadas com os anseios da nação e aos cidadãos e raros políticos de bem estar atentos para, no momento oportuno, tomar a iniciativa de uma ação legítima que devolva à sociedade o sentido de verdade e de honestidade que lhe permitirá mudar de rumo estribada em um consenso que lhe faça ver a realidade e a impeça de comprar ilusões de igualdade, pagando o preço da liberdade.

Comments powered by CComment