(Gen Ex José Carlos Leite Filho – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – 28/01/13)
     O noticiário a respeito do nefasto acontecimento na cidade de Santa Maria (RS), onde um incêndio tirou a vida de cerca de 230 pessoas e deixou, aproximadamente, mais uma centena hospitalizada consternou a população brasileira. Desde já manifesto a minha solidariedade na dor das famílias enlutadas, em especial as dos oito militares da guarnição do Exército lá sediada também vitimados.
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A repercussão e o lamento têm sido grandes, no Brasil e no exterior, assim como a busca de vulnerabilidades do local a fim de identificar causas e tentar remediá-las visando à repetição da tragédia.  Muitas vezes, parodiando, se ouve dizer que de nada vale para eventuais vítimas e seus familiares a porta fechada depois de arrombada, pois o essencial e indispensável é a eficácia permanente de medidas de segurança adequadas.
     Isso me faz lembrar que mais triste é a dor de uma nação derrotada por um inimigo que ouse desafiar a soberania nacional. De nada servirão lamentos posteriores, entrevistas, emoções incontidas,  promessas e a identificação de culpados, pois a dor e a vergonha não cessarão. Nessa hipótese, a Lei Maior brasileira dispõe competir às Forças Armadas a defesa da pátria, sendo oportuno lembrar o antigo aforismo que diz: “pode se passar um século sem haver guerra, mas não se pode passar um dia sem se estar preparado para ela”. Da mesma maneira que não se vislumbrou a hecatombe da boate gaúcha Kiss, também a hipótese de guerra costuma ser negligenciada, embora, no mundo atual, os conflitos de interesses entre nações não sejam coisa rara e os seus governantes não se mostrem exemplos de sensatez e de equilíbrio. Se a falta de uma saída de emergência na casa noturna fez chorar o Brasil, é de se imaginar o que aconteceria se a hipótese improvável, mas não impossível, ora cogitada se tornasse realidade e a improvisação se impusesse.
     Forças Armadas, em qualquer país, são onerosas mas indispensáveis! O Brasil, como potência emergente, tem a obrigação de estar preparado para defender a sua soberania e a sua integridade territorial e para tanto necessita de um poder militar à altura de sua importância estratégica. Claudicar nessa questão relevante é indesculpável!
     Que não cessem de soar as trombetas para despertar ou para encontrar governantes estadistas a fim de que os brasileiros jamais venham a chorar pela incúria dos que regem o destino do país!

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