O troféu dos chavistas
Manchete principal do Correio Braziliense - 08/03/13 
A militante bolivariana bate no peito e gesticula diante do caixão com o corpo de Hugo Chávez . O culto à personalidade, tão comum em países totalitários , ainda durará muito na Venezuela se depender do líder morto. Que o diga Nicolas Maduro. Candidato à presidência na eleição prestes a  ser convocada, ele anunciou ontem a prorrogação do velório por mais sete dias. Terminado o ritual , disse Maduro, o corpo do caudilho será embalsamado - "como Ho CHI Minh, Lenin e Mao", afirmou, citando os ditadores comunistas - e ficará exposto ao público para sempre em uma urna de vidro . Dirigentes de 50 países, entre eles a presidente Dilma , participam hoje em Caracas da cerimônia fúnebre oficial.

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"Dirceu não é parente"
Carolina Brígido  - O Globo
José Dirceu, condenado pelo mensalão, teve negado o pedido de ir ao enterro de Hugo Chávez.
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Sequer é parente, frisou o presidente do STF , Joaquim Barbosa negou ontem o pedido do ex-ministro da Casa Civil  josé dirceu  para viajar a Caracas, na Venezuela,paraoenterro  dopresidente Hugo Chávez.Ele havia feitop pedidoum dia antes , alegando amizade com Chávez (...)

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Para Dilma, é preciso apoiar o processo político venezuelano 
Por Leonêncio Nossa
O Estado de S. Paulo - 08/03/2013
 
A presidente Dilma Rousseff participou ontem à noite do velório do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez na Academia Militar. Logo depois, ela embarcaria de volta para Brasília. Previsto inicialmente para hoje, o retorno da presidente foi antecipado logo após o governo da Venezuela anunciar que o funeral se estenderia por ao menos sete dias.

Dilma usou boa parte das oito horas que esteve em Caracas para discutir sobre política interna com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia, Jacques Wagner, integrantes de sua comitiva.
Nos momentos em que o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, participou da conversa, a presidente fez e ouviu comentários sobre a situação na Venezuela. Dilma concordou com avaliações de que é preciso respaldar o processo político que estaria caminhando para uma vitória de Nicolás Maduro nas eleições. Há uma preocupação da presidente e dos diplomatas em relação ao calendário do processo eleitoral, segundo assessores.
O grupo classificou de estratégia política a decisão de prorrogar o velório de Chávez e depois embalsamar o corpo, aproveitando à exaustão a figura do ex-presidente na busca de votos. Em meio às incertezas e instabilidades, com disputas dentro do grupo governista, não seria uma boa ideia de Maduro enterrar logo o melhor cabo eleitoral que um candidato poderia ter, avaliaram pessoas próximas de Dilma.
A disputa eleitoral que vai definir o sucessor de Chávez não começou oficialmente, mas a imagem do maior puxador de votos do processo, o presidente morto, estava em todas as ruas e avenidas da capital, nos programas de rádio e TV. Para assessores próximos de Dilma, as cenas de fanatismo e adoração em volta da figura de Chávez lembrava a comoção no Brasil pela morte do presidente Getúlio Vargas, em 1954.
Diante da campanha por Maduro, por meio das homenagens póstumas a Chávez, o governo brasileiro avalia que, a partir de agora, deve fazer um esforço para que o processo de transição ocorra em clima de tranquilidade.
 

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