JORNAL DO COMMÉRCIO

Uma entrevista do presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire, à revista Isto É desta semana é um documento histórico da maior importância pelas opiniões que ele emite sobre o movimento militar de 1º de abril de 1964, que os vitoriosos chamam de "revolução" e os derrotados de "golpe militar".

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Freire, um ex-militante do PCB cujo comitê central foi quase que integralmente dizimado pelas forças que tomaram o poder naquela época, resolveu assumir, publicamente, a mesma opinião que já foi externada centenas de vezes pelo coronel do Exército Jarbas Passarinho, um dos principais ideólogos daquele movimento.

Passarinho sempre sustentou que em 1º de abril de 64 não houve golpe, e sim um "contragolpe", para barrar as pretensões políticas do presidente João Goulart e das forças esquerdistas que o sustentavam no sentido de implantar no país uma república de cunho sindicalista. Na entrevista à Isto É, Freire deixa de lado a retórica esquerdista que era uma de suas marcas principais durante o regime militar e, pela primeira vez, em público, concorda com Jarbas Passarinho, que foi ministro dos generais Costa Silva e Garrastazu Médici e um dos signatários do Ato Institucional nº 5.

Textualmente, disse o presidente nacional do PPS: "O que houve ali foi uma disputa entre dois blocos que pensavam em regimes autoritários para ver quem dava o golpe primeiro. Triunfou o bloco da direita".
 
É um reconhecimento explícito à legitimidade do movimento que depôs João Goulart, algo que a esquerda jamais tinha feito. Pena que tenha sido feito com 43 anos de atraso.
Comentários  
#1 celso aguiar 29-07-2015 12:12
Com a queda do MURO DE BERLIM, o COMUNISMO foi DESMISTIFICADO. A UNIFICAÇÃO ALEMÃ e seus resultados altamente positivos, corroboram a Tese da Mediocridade do referido regime.
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ASOV-Aposentado Solte o Verbo!
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