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Leio no noticiário de hoje que, no próximo domingo, um grupo de artistas vai ler depoimentos sobre as vítimas da ditadura. O movimento, que vai reunir membros da Comissão da Verdade, é para celebrar o Dia Internacional do Direito à Verdade, instituído pela ONU.
 
Eu me pergunto se aqueles que então pugnavam pela substituição da ditadura militar pela ditadura do proletariado convidarão para o evento os familiares dos correligionários que eles justiçaram, a saber: Ari Rocha Miranda, Antônio Lourenço, Márcio Toledo Leite, Amaro Luiz de Carvalho, Carlos Alberto Cardoso, Francisco Jaques Moreira de Alvarenga e Salatiel Teixeira Rolim.

Se quiserem incluir os justiçados na região do Araguaia podem chamar, também, os parentes de João Pereira, Osmar de tal, Pedro Ferreira da Silva e Rosalindo de Souza.
 
E, como está na moda reparar erros de antanho, vide a anulação da cassação de 14 deputados do PC do B datada de 1948, sugiro convocar também os familiares dos sete justiçados nos idos da década de 30 e 40 do século passado. Elza, a Garota, foi assassinada por decisão do juiz supremo do tribunal revolucionário, Luiz Carlos Prestes. Elza era “dimenor”, por isso foi liberada pela polícia e foi enterrada no quintal da casa que servia de esconderijo para a corja.
 
Promete ser concorrida a tarde de protesto.

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