O anexo da Escola José Coreolano é um galpão ao lado da escola, onde as salas são dividas por tábuas de madeira, não há acabamento nas paredes, o banheiro está interditado

(JBOnline) Chega-nos de Londres a notícia, gravíssima, de que o Brasil desceu próximo do patamar mais ínfimo no quesito "educação de adolescentes", segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Atrás do Brasil, de 57 países - 90% da economia mundial - só estão Azerbaijão, Catar, Colômbia e Quirguistão. A pesquisa, com expressivos 95% de confiabilidade, é um instrumento de comparação internacional do desempenho entre estudantes do ensino médio. O teste avaliou o preparo nas ciências, a capacidade de leitura, noções de matemática e o modo como os jovens aplicavam esses conhecimentos na solução prática dos problemas do dia-a-dia. O Brasil, humilhado, ficou na base dessa pirâmide imensa, íngreme e escorregadia.

Texto completo  

    É preciso deixar bem claro que a ruína do sistema educacional brasileiro se deve à crescente desvalorização dos professores de primeiro e segundo graus. De uma situação relativamente privilegiada na década de 50, o descaso dos sucessivos governos lhes corroeu o entusiasmo. Com o tempo, afetou-se a infra-estrutura do sistema, grande parte dos mestres bem formados saiu de cena, e a mediocridade se apossou do ensino. O salário vil, o aviltamento das escolas, a carência de um planejamento sério e profissionalmente controlado e a falta de motivação de crianças sem perspectivas tangíveis de êxito na vida provocaram a situação caótica a que chegamos ante as barbas estarrecidas de uma sociedade inerte e sem vocação para o democratismo.

Aqueles que podem apelam para instituições privadas que formam uma minoria intelectualmente aceitável, mas que será, sem dúvida alguma, dominada por uma maioria tirânica e sedenta de analfabetos e apedeutas tão convictos quanto compulsivos. É nesse cenário de sarjeta que os socialistas costumam procriar como ratazanas. É o caso da impudência deste governo de alma marxista-leninista, que consegue tornar as coisas ainda piores.

Pois é. Eles dominam hoje praticamente toda a área do ensino. Entendem que, para a consecução de suas ambições de poder, precisam conquistar a mente da juventude sem necessidade de uma educação formal e imparcial. Querem subjugar as massas e embotar-lhes a mente com a doutrina socialista. É chocante a conivência do Comissariado da Educação com a adoção de livros didáticos contaminados pelo sectarismo comunista. A impressão que se tem é a da existência de uma articulação diabólica para a obtenção do controle da vida intelectual da sociedade. Assim, para essa corja, a educação assume um cunho nitidamente político; e eles sabem que um povo instruído e discernente jamais elegeria um Lula da Silva.

É isso mesmo. Ao socialista não interessa alfabetizar, muito menos enveredar pelo ensino acadêmico; ao socialista interessa tão-somente a pregação da ótica marxista para o que chamam falaciosamente de "formação de uma consciência das relações sociais". A tática é simples: expurgam os adversários até que se constituam uma minoria inofensiva. Dessa forma, impedem que os estudantes formem consciência própria. Este expediente foi o mesmo empregado pelo nacional-socialismo de Hitler, quando os nazistas criaram a juventude hitlerista, e pelo socialismo real de Stalin, quando o Partido Comunista controlava a educação com mão de ferro.

Ao contrário dessa visão distorcida do desgoverno petista, a escola deveria ser um espaço com grande potencial de reflexão crítica da realidade. Uma boa instrução formal deve acumular uma força intelectual que se oponha à dominação ideológica. A manifesta pretensão deste governo de impor uma ideologia, endeusando-a como a única possível, de conclusões políticas preconcebidas e inamovíveis, é o caminho certo para a inviabilidade do país como nação democrática de um povo livre.

O Brasil não tem uma política decente de educação. A pesquisa da OCDE demonstrou este fato incontestável. Infelizmente, com este governo, a tendência é piorar. Daqui a três anos, teremos novos números. O sentimento é de extremo pessimismo.
Adicionar comentário