Ernesto Caruso
 O povo nas ruas pedindo a intervenção das Forças Armadas para acabar com
o caos que reinava no Brasil, e para evitar o golpe comunista que estava
preparado .
A pesquisa da jornalista Cristiane Costa apresenta uma visão das ações de João Goulart colhida dos jornais a demonstrar o anseio da Nação para colocar um freio na célere caminhada para a ruptura institucional. A verdade que o governo atual tenta distorcer através de coordenada campanha nacional, a criar comissões para perseguir quem livrou o país do comunismo com o Movimento de 31 de março que teve total apoio da sociedade.

No Correio da Manhã/Rio, do dia 31, ao expressar condoído: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!”.  No dia seguinte em uníssono com os brasileiros, “FORA!”, “Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!”.
 

O Jornal do Brasil proclama: “Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade… Legalidade que o caudilho não quis preservar... A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas... Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.”.

“... legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.” (Estado de S. Paulo).  “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade... em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia...  para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas... uma das maiores massas humanas já vistas na cidade.” (O Estado de Minas).
 
O Dia/Rio: “A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas...”; a Tribuna da Imprensa/Rio: “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.”.
 
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada”… “atendendo aos anseios nacionais de paz, tranquilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal”. (O Globo/Rio).
 
Correio da Manhã: “Lacerda anuncia volta do país à democracia.” O Povo, de Fortaleza: “A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz... assim deverá ser, pelo bem do Brasil”. “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos... souberam unir-se todos os patriotas...  para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem... a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a âncora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições... diante da Nação horrorizada.” (O Globo). “Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos”… “Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.” (Estado de Minas).
 
“A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista” (O Globo). “Milhares de pessoas compareceram... o ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. (Correio Braziliense). “Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”  (A Razão, Santa Maria/ RS).
 
“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações... Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações...”. (Jornal do Brasil, 31/03/1973).
 
Julgamento da Revolução, O Globo, 7/10/1984: “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.”.
 
A subversão está no Partido Comunista de Luiz Carlos Prestes, mentor da Intentona de 1935 que se instala no governo Goulart para derrubá-lo. O resumo acima demonstra o insucesso de mais essa tentativa, repetida na luta armada do terrorismo e guerrilha nas décadas de 60/70. Os nomes das facções arrancam as máscaras de integrantes do governo e da comissão meia-verdade quando defendem os terroristas e as “puras intenções democráticas” que os motivaram para a luta armada: Partido Comunista Revolucionário; Vanguarda Popular Revolucionária; Ação Popular Marxista Leninista; Fração Bolchevique Trotskista; Marx, Mao, Marighela, Guevara (M3G); Partido Operário Revolucionário Trotskista...   
 

 

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