Autor do mais exaustivo estudo sobre a repressão a militantes de esquerda no Cone Sul nos anos 70, liderada pelo Chile, o jornalista norte-americano John Dinges afirma, em palestra na USP, que a participação do Brasil na operação se limitou a fornecer informações e a treinar agentes estrangeiros
 
Por Cláudio Dantas Sequeira - Equipe do Correio Braziliense- 26/12/2007 - página 16 
Juiz pede  extradição de 146 militares que teriam participadp da Operação Condor, entre eles 13 brasileiros, como o falecido ex-presidente João Batista Figueiredo . Requisição  deve ser rejeitada pelo governo.
 
 

"Não estou preocupado com a Justiça italiana. Se quiser processar, processa; se quiser pedir extradição, peça. Podem fazer o que quiser, eu não estou interessado nisso." A frase, dita ao Correio de maneira lacônica , expressa a indiferença do coronel reformado Carlos Alberto Ponzi sobre a odem de captura internacional expedida por um magistrado italiano. Ponzi, que chefiou o Serviço Nacional de Informações ( SNI) no Rio Grande do Sul, no início da década de 1980, é um dos 13 brasileiros que integram a longa lista  de 146 militares e civis sul-americanos contra os quais o juiz Giancarlo Capaldo assinou mandados de busca e prisão na segunda-feira, véspera de Natal. Ao todo, foram arrolados na causa 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos, sete bolivianos e sete paraguaios, além de quatro peruanos." (...) "


 Observação do site:
      Não temos conhecimento de fonte fidedigna para informar com convicção sobre a chamada " Operação Condor". Mas, para quem não tem idéia do que chamam " Operação Condor" , vamos a uma pequena e muito simples explicação do que se trata.
 
         Pelo que temos pesquisado em documentos, em depoimentos de pessoas que procuramos ouvir, mais o que tem sido publicado na mídia - tirando os exageros- , chegamos a conclusão do seguinte:

 

Atendendo a orientação da Organização Latino-Americana de Solidariedade - OLAS -, cuja sede era em Cuba,  as organizações subversivo-terroristas atuavam, em conjunto, em vários países da América do Sul, tentando implantar o regime comunista, seguindo o modelo cubano.

Os militantes brasileiros, normalmente saíam do Brasil, para cursos de técnicas de guerrilhas, fabricação de bombas e armas na China, União Soviética  e Cuba, via Argentina, Bolívia, Uruguai e Chile. Na volta, em grande quantidade, já treinados, voltavam ao Brasil, clandestinamente, pelos mesmos países, trazendo armas e dólares, enviados pelos governos desses países, que davam todo apoio à luta armada, principalmente Fidel Castro. No período em que esperavam a ida ou a volta, participavam ativamente dos atos terroristas nos países onde se encontravam . O mesmo acontecia com os terroristas estrangeiros aqui no Brasil.
 
 A Operação Condor representou um esforço cooperativo entre os Serviços de Inteligência e Segurança dos países que estavam sofrendo com a luta armada. Os governos trocavam informações para combater o terrorismo e a subversão , tentando impedir a implantação do regime comunista em seus países .
 
 Hoje é sabido e reconhecido pelos  próprios  ex-terroristas que o objetivo da luta armada era a implantação de regime semelhante ao de Cuba. Desejo ardente, que, até os dias de hoje, continua em alguns fanáticos  ( Foro de São Paulo, MST, Vila Campesina e outros ) ,que planejam transformar a América Latina em União das Repúblicas Socialistas da América Latina - URSAL -, como a antiga União Soviética.

Observação do site: A matéria Vítimas da repressão enumera 32 vítimas no Uruguai, quando  na realidade, o número  foi superior a 1000. Convém esclarecer também, que, das 380 vítimas no Brasil, algumas morreram em acidente de carro; casos de cancer na Alemanha; "justiçamentos" pelos próprios companheiros de subversão; conflitos agrários; mortes por acidentes com a própria arma; mortes em treinamentos  e transporte de  explosivos; morte em acidente de moto em Paris, acidente de carro na França, parada cardíaca no Uruguai, suicídios na Alemanha e na França.

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