Por Marco Balbi

Diante das estapafúrdias declarações do deputado federal Lincoln Portela (PR-MG) publicadas nos jornais de hoje sobre a invasão dos índios ao plenário da Câmara dos Deputados, resolvi enviar-lhe alguma literatura que melhor esclarecesse o ilustre parlamentar sobre a vida dos sílvicolas há 513 anos atrás. Mas, desisti tão logo constatei que eu deveria me dirigir à sua aCessoria para fazer chegar até ele a mensagem. Achei que não valia a pena. 

É certo que a CNBB não representa a igreja católica, embora muita gente confunda e pensa ao contrário. Mas, que o Papa Francisco vai dar um puxão de orelhas na turma, a lá isso vai. 

Imagina que após se reunirem o  presidente da CNBB teceu considerações críticas à possibilidade de se reduzir a idade penal dos jovens criminosos. Até aí tudo bem, muita gente questiona o assunto. Mas, os prelados trouxeram de volta aqueles velhos conceitos da famigerada teologia da libertação que justificavam(?) a bandidagem por conta da problemática social, pobreza, dificuldades da educação etc. Além disso, as reverendíssimas deitaram falação em apoio às reinvidicações dos índios, estes mesmos que ontem cobraram 14 pedágios aos motoristas que trafegavam num pequeno trecho de uma rodovia federal. Acho que o Papa Francisco vai precisar ter uma conversinha de pé de ouvido. 

Após alguns dias sem produzir manchetes, eis que a famigerada comissão volta à cena. São duas notícias. Uma nos conta que o coordenador retornou da Argentina soçobrando 66 caixas de documentos sobre o período de 1964 a 1985 que explicariam uma íntima ligação entre argentinos e brasileiros no período. Na atual situação do país irmão, onde a sua mandatária prima por esconder e manipular dados, informações etc, alguém imagina que se possa confiar em todo o papelório coletado? A outra, requentada, diz que o estado brasileiro dará assitência psicológica às vítimas da violência do estado. Não chegaram a conclusão de quantas pessoas são, 200 pessoas, atendimento a 702 vítimas, incluindo parentes, todos pertubados até hoje. Fico pasmo com a preocupação demonstrada pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça. Será que vão expandir o atendimento e alcançar, por exemplo, os pais e irmão do jovem recém assassinado por um "dimenor" na porta de casa em São Paulo? Alterar a idade da maioridade penal a gente já sabe que o Ministro da Justiça, que gosta de dançar com índios, é contra! 

O cineasta Cacá Diegues é um legítimo representante da "esquerda caviar festiva" instalada na orla carioca. Quando não está atuando em sua ocupação principal, usa a pena para escrever em jornais e revistas. Nem sempre é muito feliz com as letras. Hoje, por exemplo, resolveu fazer prognósticos a respeito do ano de 2014, qual pitonisa! E tenta fazer comparações entre dois fatos históricos, a derrota da seleção brasileira de futebol em 1950 e a reação democrática do povo brasileiro em 1964. Falha em ambas as proposições e comete equívocos de tal ordem que não consegue nem ocupar todo o espaço que lhe destinaram. Lamentável!

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