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Categoria: Diversos
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 Mais uma vez, desta feita a reboque de uma decisão da Justiça italiana e no apagar das luzes do ano de 2007, fazendo valer a condição de ocuparem altos postos na administração federal e com a conivência de uma imprensa profundamente infiltrada, esquerdistas responsáveis por assaltos, roubos, seqüestros, assassinatos (eufemisticamente intitulados de “justiçamentos”) tanto de oponentes políticos quanto de companheiros, vem a público pedir a anulação da Lei de Anistia.

 

 

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Assim, Paulo Vannuchi, ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos (uma das tantas sinecuras criadas pelo atual governo para abrigar os “companheiros”), ao longo de seis colunas encabeçadas pelo chamativo título “Secretário apóia Justiça italiana e prega revogação da Lei de Anistia”, alega que “os tribunais brasileiros precisam se adaptar aos tratados de direitos humanos assinados pelo País que condenam crimes políticos e prática de tortura” (“O Estado de São Paulo”, A4, de 28 Dez 2007). Reivindica, em última análise, que nos sujeitemos a leis e convenções externas, tudo bem ao gosto dos nossos esquerdistas, em sua grande maioria nacionalistas por interesse e internacionalistas por convicção.

Na mesma batida cantilena, surgem os nomes de Rose Nogueira (Conselho Estadual de Direitos Humanos/SP), Ariel de Castro Alves (coordenador da Comissão Nacional de Direitos Humanos), Luiz Carlos Fabbri (que foi fazer subversão no Chile e lá terminou preso), Cezar Britto (presidente da OAB).

É bem verdade que o bom senso veio sob a forma de declarações contrárias: o presidente do Clube Militar, General Gilberto Figueiredo; o ministro da Defesa, Nelson Jobim; Marco Aurélio Mello e Carlos Ayres Britto, ministros do Supremo Tribunal Federal; posicionaram-se, todos com argumentos semelhantes, contrários à pretensão italiana.

Na raiz do problema, a colaboração que brasileiros ligados aos órgãos nacionais de combate à subversão supostamente prestaram a congêneres argentinos, uruguaios, chilenos, paraguaios e bolivianos. O absurdo é de tal monta que até ex-presidentes, já falecidos, são incriminados.

Porém, de tudo o mais curioso, é o fato de que os assaltantes, os ladrões, os assassinos, os seqüestradores, os desertores, em resumo, os bandidos de ontem, hoje posem de defensores da lei e da ordem, colocando-se acima do bem e do mal.

Aqui, uma proposta: anule-se a Lei da Anistia. Que a ministra-chefe da Casa Civil, o deputado José Genoino e outros, libertados quando da promulgação da Lei, voltem para a cadeia e ali cumpram os anos que restam das penas às quais foram condenados; os que, impunemente, hoje se vangloriam de assassinatos e de roubos à mão armada, sentem-se no banco dos réus a fim de responderem por crimes já prescritos à luz da lei brasileira; os condenados à revelia cumpram as penas que lhes foram aplicadas. Brinquemos, como fazia o professor Papanatas dos meus tempos de criança, com a máquina do tempo. Faça-se tábua rasa dos anos e voltemos ao passado.

Essa nossa esquerda jurássica, rancorosa e vingativa, ora no poder pela força da democracia que pretendiam (e. pelo andar da carruagem, pretendem ainda) substituir pelo regime do partido único, não tem jeito! Numa hora dessas, quase dou razão aos que lamentam não havermos vivido uma sangrenta guerra civil que dissesse, de uma vez por todas, ao fim e ao cabo, quais foram os vencidos e quais foram os vencedores.

A Lei da Anistia, bem dentro dos ensinamentos que nos foram legados pelos pósteros, dentre eles avultando o Duque de Caxias, veio para pensar as feridas abertas num conflito fratricida e, para o nosso bem, para o bem das gerações vindouras, deve ser aplicada sem ressalvas.


Osmar José de Barros Ribeiro

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