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Categoria: Diversos
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Charles Chandler, assassinado em
12 de Outubro de 1968
 Todd, que testemunhou a morte do pai (com o filho Charles Rodney) Família não superou a morte do pai.

Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra 
Um certo juiz italiano, tão cuidadoso com o destino dos  seus compatriotas, deveria saber o que esses estrangeiros estavam fazendo no Brasil, imuiscuindo-se  em nossos problemas internos, incentivando a subversão e praticando  atos de terrorismo. Imaginem se os países que tiveram seus filhos mortos ou molestados por terroristas brasileiros resolvessem seguir o exemplo da Itália. Por isonomia, teríamos mandados de prisão também a tais criminosos, advindos de várias partes do mundo. Vejamos alguns casos:

Texto completo  

Estados Unidos:
pelo assassinato, a sangue frio, do capitão Charles Chandler, na frente de sua mulher e de três filhos menores, quando saía de casa para ir à faculdade, em São Paulo. Mandados de prisão seriam emitidos para:

 
Julgamento e condenação à morte:
Onofre Pinto - desaparecido
João Quartin de Moraes (Professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp)
Ladilas Dowbor
 
Levantamento:
Dulce Souza Maia
 
Execução:
Pedro Lobo de Oliveira,
Diógenes José de Carvalho Oliveira ( Diógenes do PT ),
Marco Antonio Braz de Carvalho - morto.
 
Além desses, a  justiça americana teria um grupo grande para pedir a prisão :
Somente no seqüestro do embaixador americano ( crime não prescrito, porque considerado hediondo), seriam:

Franklin de Souza Martins
Cid Queiroz Benjamin
Fernando Paulo Nagle Gabeira
Cláudio Torres da Silva
Sérgio Rubens de Araújo Torres
Antônio de Freitas Silva
Joaquim Câmara Ferreira - morto
Virgílio Gomes da Silva - morto
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto
Paulo de Tarso Venceslau
Helena Bocayuva Khair
Vera Silvia Araújo de Magalhães
João Lopes Salgado
José Sebastião Rios de Moura.

Imaginem, teríamos mandados de prisão de brasileiros vindos de várias partes do mundo:

 Inglaterra:
pelo assassinato de David A. Cuthberg, marinheiro inglês, de 19 anos ,que visitava o Brasil com sua fragata, e que foi assassinado  apenas porque estava fardado e a farda "representava o imperialismo inglês".


Autores do "justiçamento"
Flávio Augusto Neves Leão Salles, ALN;
Antônio Carlos Nogueira Cabral , ALN -morto
Aurora Maria do Nascimento Furtado,ALN -morto
Adair Gonçalves Reis , ALN -
Lígia Salgado da Nóbrega, VAR-Palmares -morta
Helio da Silva ("Nadinho"), VAR- Pal                             
Carlos Alberto Salles   VAR-Palmares;
James Allen Luz, da VAR-Palmares;     morto
Getúlio de Oliveira Cabral , do PCBR; - morto

Dinamarca :
pelo assassinato, em uma emboscada, de Henning Albert Boilesen;


Levantamento :

Devanir José de Carvalho, - morto (1)

Dimas Antônio Casemiro,  - morto (2)

Gilberto Faria Lima

 José Dan de Carvalho,    

 Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz,

 Gregório Mendonça,

 Laerte Dorneles Méliga

Participaram da execução de Boilesen:

Joaquim Alencar Seixas - morto

 Dimas Antônio Casemiro -morto (2)

 Yuri Xavier Pereira - morto

 Antônio Sergio de Matos - morto

 José Milton Barbosa - morto (3)

 Gilberto Faria Lima

 Alemanha :
pelo assassinato do major alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen;

João Lucas Alves, - morto

Severino Viana Collon - morto

e mais um terceiro militante, até hoje não identificado.



 Alemanha:
pelo seqüestro do embaixador Ehrenfried von Hollenben:
José Roberto Gonçalves Resende
Eduardo Leite - morto (4)
Herbert Eustáquio de Carvalho
Roberto Chagas da Silva
José Maurício Gradel
Sônia Eliane Lafoz
José Milton Barbosa - morto (3)
Jesus Parede Soto
Alex Polari de Alverga

Maurício Guilherme da Silveira -morto

Gerson Theodoro de Oliveira - Morto
Alfredo Hélio Syrkis
Tereza Ângelo
 Manoel Henrique Ferreira

Japão:
pelo seqüestro do Cônsul Nobuo Okuchi
Ladislas Dowbor- coordenador da ação
Liszt Benjamin Vieira
Marco Antônio Lima Dourado
Mário de Freitas Gonçalves
Joelson Crispim; - morto
Osvaldo Soares
José Raimundo da Costa - morto
Denise Peres Crispim
Eduardo Leite - morto
Fernando Kolleritz
Devanir José de Carvalho - morto (1)
Plínio Petersen Pereira
José Rodrigues Ângelo Júnior.


 Suiça:
pelo seqüestro do embaixador Giovanni Enrico Bucher
Carlos Lamarca - comandante; - morto
Alex Polari de Alverga
Inês Etienne Romeu
Gerson Theodoro de Oliveira - morto
Herbert Eustáquio de Carvalho
Adair Gonçalves Reis
Maurício Guilherme da Silveira - morto
José Roberto Gonçalves de Rezende
Alfredo Hélio Syrkis
Tereza Ângelo

Agora, imaginem a quantidade de brasileiros que teriam  prisão decretada por tribunais estrangeiros.

O que diria o ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi,  que defendeu ontem em Brasília a anulação da Lei de Anistia. Quantos figurões deste atual governo e do governo anterior não estarão enquadrados nos ditos "crimes políticos", a que se referiu o ministro?
 
Ou ele pensa que os crimes cometidos por seus companheiros de ideologia ficariam impunes com a revogação da Lei ?
 
Ou ele pensa  que, com a essa revogação, os assaltos, os atentados a bomba, os seqüestros, os "justiçamentos", os  120 assassinatos cometidos pelos terroristas serão perdoados?
 

Como seria, ministro, na sua visão unilateral , comprometida pelo seu viés ideológico?
 
Somente os que combateram aqueles que queriam implantar no Brasil uma ditadura nos moldes de Cuba, seriam punidos?
 
Ou os terroristas também seriam execrados perante a opinião pública; seus crimes seriam expostos; e suas verdadeiras intenções  finalmente confessadas? Também seriam proibidos de ocupar funções nos governos, como acontece agora com quem os combateu?

 E algumas indenizações voltariam para os cofres públicos? E as penas daqueles, que já haviam sido julgados, seriam aplicadas imediatamente?
 

É, ministro, são tantas dúvidas que, melhor seria , antes de sugerir soluções para situações tão sérias, estudasse melhor os problemas que viriam pela frente, a começar pelo  desmonte do governo a que pertence...
 

Observação : As pessoas dadas como mortas  foram pesquisadas no livro "dos filhos desse solo' de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio
 
Clique aqui e leia a entrevista do filho de Charles Chandler no defesaNet/Zero Hora