Agricultores querem desapropriação da fazenda e o assentamento de mil famílias

Centenas de integrantes do MST invadiram, na manhã desta segunda-feira, a Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, na região do planalto do Rio Grande do Sul. Segundo a Brigada Militar, os manifestantes chegaram em 20 ônibus e três caminhões. Os agricultores exigem a desapropriação da fazenda, considerada estratégica para o movimento (veja quadro abaixo). Eles também reivindicam o assentamento de mil famílias até abril de 2008 - segundo eles, parte do acordo com o Incra que pôs fim às marchas do MST em outubro de 2007. A Brigada Militar já está no local para negociar a retirada dos agricultores. Desde 2004, é a nona vez que a fazenda é invadida.

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RÁDIO GAÚCHA
Fazenda Coqueiros é ponto estratégico para o MST
As áreas pertencentes à família Guerra somam 7 mil hectares. A área é considerada pelo MST um dos raros latifúndios existentes no norte do Estado e um ponto estratégico por ser vizinha à Annoni e à Encruzilhada Natalino, onde o movimento nasceu. A área foi considerada produtiva pelo governo federal.


 
 
Observação do site;
 
Abaixo , trecho extraído do livro A Verdade sufocada - A historia que a esquerda não quer que o Brasil conheça- Carlos Alberto Brilhante Ustra - 4ª edição
 
 
 
 
Segundo levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, já são 71 os grupos de sem-terra que atuam no país. Uma força militarmente treinada e armada, aparentemente, com facões, foices e enxadas, que segundo eles, são ferramentas de trabalho, mas, quando necessário, se transformam em armas, como em Porto Alegre, quando um sem-terra, com uma foice, decapitou o cabo da Brigada Militar Valdeci de Abreu Lopes, no dia 8 de agosto de 1990, na Rua da Praia, no centro de Porto Alegre.

O MST de hoje e outras dissidências de grupos de sem-terra, nada mais são que uma edição melhorada das Ligas Camponesas, que atuaram nas décadas de 50 e 60. Com uma diferença, o Francisco Julião de hoje, João Pedro Stédile, é recebido na Escola Superior de Guerra, anda de avião, tem meios de comunicações modernos, escolas para os semterrinhas, faculdades para formar líderes e um número de adeptos treinados significativamente maior. É o Exército Popular de Libertação que as organizações terroristas da década de 70 tanto aspiravam e nunca conseguiram criar.

Stédile, com todos os recursos recebidos, já se arvora até em apoiar o presidente Evo Morales.

Fábio Guibu, da Agencia Folha, em Recife, assim se manifesta sobre o MST e João Pedro Stédile:

"O coordenador do MST ( Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stédile, ofereceu ajuda ao presidente da Bolívia, Evo Morales, em eventuais ações de seu governo contra "empresas capitalistas" instaladas naquele país."

"A revelação foi feita no sábado, num assentamento do MST, em Caruaru (136 km de Recife, PE), pela pediatra cubana Aleida Guevara, filha de Ernesto Che Guevara. Segundo ela, durante a crise provocada pela nacionalização da produção de gás e petróleo da Bolívia, Stédile ligou para Morales, que lhe teria dito que "as diferenças não eram com o povo brasileiro, mas com as empresas capitalistas."

"Em resposta, Stédile teria declarado que, se o presidente necessitasse do povo brasileiro, poderia contar com o MST, "que tem treinado nesse aspecto."

As ações desenvolvidas pelo MST, e por outros movimentos dele derivados, são tão eloqüentes, anárquicas, violentas e criminosas quanto as repercussões junto a Nação e a indiferença com que as autoridades, os órgão de segurança e expressiva parcela da mídia tratam do tema em questão.

O problema é muito mais sério do que se possa imaginar.

Vejamos o que o Globo publicou, no dia 8/4/2006, página 9, sobre o assunto:

"Acampamento no sul teria armas

Chico Oliveira

Porto Alegre - Depois de ter sido invadida oito vezes, a Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul (RS), voltou a ser depredada no domingo. A fazenda está cercada por dois acampamentos do MST, um em área comprada pelo movimento e outro em área cedida por um morador.

Nas propriedades do MST, segundo denúncias feitas à polícia de Carazinho, há armas de diversos calibres. Dois ex-acampados, Cleomar Soares e Leandro Silva, também confirmaram a presença de dois estrangeiros no comando das operações táticas do MST, como construção de trincheiras, preparação de bombas e granadas caseiras que têm sido usadas contra a polícia..."

 
 
 
Faz sentido, particularmente se considerarmos, reportagens de Maria Clara Prates, publicadas nos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, de 30 e 31 de outubro de 2005, sobre a presença no Brasil de militantes das

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - FARC - treinando guerrilheiros. Essa presença tem sido uma constante para os traficantes de drogas e armas na Amazônia e também entre os militantes dos movimentos sociais, incluindo líderes do MST. Os centros de treinamento estão localizados nas fronteiras do Brasil com o Paraguai.

Relatórios de autoridades registram a ocorrência de cursos de técnica de guerrilha na região de Pindoty Porá, no Paraguai, fronteira com Mato Grosso do Sul e Paraná. São cursos de primeiros socorros e contra-informação para os integrantes do MST dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Outro curso, basicamente sobre técnicas de guerrilha urbana, teria sido realizado em agosto de 2005, destinados a integrantes de quadrilhas que distribuem drogas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já existem indícios para se acreditar que essas técnicas foram aplicadas em São Paulo, nas arruaças de maio e de julho de 2006.

Autoridades paraguaias e brasileiras têm conhecimento que as FARC estão tentando, com sua experiência de 40 anos de guerrilha, criar as Forças Revolucionárias da América - FRA -, que reuniriam representantes dos movimentos populares e de outras organizações do Brasil, Venezuela, Chile, Uruguai e Argentina. As FRA difundiriam entre as forças rebeldes uma ideologia revolucionária para a América Latina.

Fontes da Inteligência da Brigada Militar (Polícia Militar do Rio Grande do Sul) descobriram que a atuação do MST no RS tem o apoio de organizações estrangeiras, como as FARC e a Via Campesina. O MST pretende "libertar" e "exercer o domínio territorial", no perímetro que abrange seus 31 acampamentos entre os municípios das Missões, Iraí, Nonoai, Encruzilhada, Natalino, Pontão e Passo Fundo. Isso explica a insistência em tomar a Fazenda Coqueiro, da família Guerra, em Carazinho.

Com isso, o MST pretende criar um território liberado que irá de Mato Grosso do Sul ao Uruguai, sobre o qual os governos federal e estadual não terão ingerência, a exemplo das "áreas liberadas" da Colombia.

O MST invade, comete crimes, faz refêns, rouba, depreda. Seus metódos são os mesmos da guerilha rural.



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