Por Ivanaldo Santos - Filósofo
No último dia 16/01/2008 o presidente Lula fez uma viagem de apenas um dia à ilha presídio de Fidel Castro, ou seja, a Cuba. Nesta viagem o presidente brasileiro anunciou grandes investimentos naquele país, dos quais se destacam a construção de uma fábrica de álcool, investimentos na área hoteleira e construção de estradas. Sobre essa visita é preciso realizar três comentários.

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Primeiro, Lula está liberando, ou melhor, dando dinheiro para a ditadura de Fidel Castro como uma forma de agradar à linha dura do PT e dos demais partidos de esquerda, os quais, desde que ele tomou posse como presidente da república, reclamavam da falta de contribuição financeira do governo brasileiro à “revolução cubana’.

Segundo, em seu discurso ao deixar o país Lula, mais uma vez, disse uma das suas frases de efeito: “Fidel Castro está pronto para ocupar seu lugar diante do povo cubano e de toda a humanidade”. Lula nunca explica suas misteriosas e polêmicas frases. Entretanto, seria bom que essa ele explicasse. Em que sentido um ditador que transformou um país inteiro num presídio, matou mais de 16.000 cubanos e condenou o resto da população a morrer de fome e doenças, pode contribuir com a humanidade? Atualmente, Cuba vive um triste recorde. De um lado, a ilha é governada por uma das ditaduras mais antigas do mundo e, pelo que tudo indica, será transmitida de irmão para irmão (de Fidel Castro para seu irmão Raul Castro). Talvez até se transforme na primeira monarquia socialista-marxista do mundo. Do outro lado, Cuba vive de esmolas, inclusive do Brasil. Este país não acompanha o crescimento econômico global, nem muito menos as revoluções tecnológicas. Atualmente, Cuba é um país com a estrutura do século XIX em pleno século XXI.

Terceiro, Lula foi a Cuba fazer caridade e paternalismo com o dinheiro público e, ao mesmo tempo, agradar seus aliados políticos dentro das esquerdas brasileiras. Entretanto, é preciso lembrar algumas questões importantes, sendo elas: o Brasil vive um momento de ameaça de racionamento por falta de investimentos no setor elétrico, há a ameaça de falta de gás natural para abastecer a indústria e os postos. Além disso, os países vizinhos, Bolívia e Venezuela, “ditaduras” socialistas-marxistas de inspiração no regime de Cuba, exportadores de gás natural, não são confiáveis. Como já demonstraram várias vezes, os “ditadores” desses países não estão dispostos a cumprir com acordos internacionais. Sem contar que a Petrobrás tem um ambicioso e sério projeto de transformar o país auto-suficiente na produção de gás natural. E com isso, livrá-lo da dependência externa. Ao invés de agradar às diversas correntes das esquerdas brasileiras e de fazer caridade e paternalismo com o ditador de Cuba, o presidente Lula deveria ter investido os milhões de dólares que investirá nesta ilha para transformar o Brasil num país auto-suficiente em gás natural. Este fato gerará emprego, renda e combaterá a pobreza no país. Se Lula realmente é o presidente do social, ao invés de procurar agradar os camaradas marxistas e dá uma sobrevida a uma ditadura danosa à humanidade, ele deveria procurar investir os  recursos que o governo possui para sanar a questão social dentro das terras brasileiras.
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