Por Jailton de Carvalho
Presidência alega que divulgação das compras do gabinete no portal da CGU representa risco para segurança.
 
 
 
 
 
 
 


BRASILIA. A Presidência da República decidiu excluir do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) as informações sobre gastos com alimentação das residências oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bancados com cartões corporativos. Relatório divulgado  no portal antes do veto informa que o ecônomo José Henrique Souza, assessor especial do gabinete do presidente, gastou R$ 114,9 mil em compras de vinhos e carnes, entre outros itens, em estabelecimentos de Brasília, ao longo do ano passado. Despesas irregulares com cartão corporativo provocaram a demissão da ministra da Secretaria de Políticas de Promoçao da Igualdade Racial , Matilde Ribeiro , sexta-feira.
 
A proibição da divulgação das despesas bancadas com os cartões corporativos de Souza  e de outros servidores encarregados de fazer compras para o gabinete do presidente Lula foi baixada em janeiro, pouco antes do escândalo que resultou no afastamento de Matilde. As restrições são recomendadas pelo Gabinete de Segurança Institucional ( GSI), responsável pela segurança de Lula. O GSI alega que informações sobre compras das residências do presidente - o Palácio da Alvorada e a Granja do torto - devem ser preservadas por questão de segurança.
 
Com veto em vigor gastos ficam sem identificação
 
O veto já está em vigor. Os gastos de 2007 ainda estão no Portal da Transparência, mas os de 2008 não serão mais informados. Despesas de R$ 428.562,88,  relativas a janeiro deste ano, aparecem no portal  sem identificação do autor. (...)
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