O amor do Brasil por Cuba vem desde que esta se tornou socialista em abril de 1961.
Jorge Alberto Forrer Garcia
Coronel Reformado
Curitiba/PR, 23 de agosto de 2013.
Prezados amigos, saudações.
O primeiro gesto nesse idílio foi a acolhida no Brasil, por um presidente da República, do “herói das camisetas”. Chegou até a receber uma alta honraria de nossa diplomacia.
Desde lá, Cuba só tem dado alegrias ao Brasil. Ainda bem no começo do romance, foi Cuba que emprestou um “dinheirinho” para um cidadão gaúcho, para que ele pudesse organizar aqui um movimento revolucionário. Não deu certo. Cuba, mais na frente, decidiu que queria o Brasil mais perto dela, então recebeu levas e levas de brasileiros para treiná-los em guerrilha. E a cada leva treinada em assassinatos e “expropriações” (sem falar noutras especialidades...) Cuba a devolvia gentilmente ao Brasil, para que aqui pusessem em prática os conhecimentos lá obtidos. Esses guerrilheiros ao voltarem contribuíram em muito para desorganizar o Brasil. Este País ficou “uma zona”. Observe que estou falando na penúltima “zona”, para que ninguém pense que falo dos dias atuais.

Desde o ano de 1985 que escuto essa chorumela a respeito do amor do Brasil por Cuba. Primeiro, foi o reatamento das relações diplomáticas. Depois, veio a instalação no Brasil dos chamados “CDR” – Comitês de Defesa da Revolução (cubana, é claro!), espalhados, pode-se dizer, por todo o País. Em seguida, as inúmeras excursões à Ilha, ora para ajudar no corte da cana, ora por turismo mesmo, incluindo aí o “turismo médico”. Essas excursões eram organizadas de maneira que o viajante não pagasse nada no Brasil, sendo cobrado só lá, em dólares. Teve ainda aquele escritor famoso que escreveu sobre a Ilha e um padre famoso que entrevistou Fidel... E nesse meio tempo, tome-lhe propaganda, ora da educação cubana, ora das belezas naturais da Ilha, e muita, mas muita propaganda da saúde em Cuba. Só eles tinham a cura para Vitiligo, vacinas especiais, etc. Intoxicação pura para os brasileiros mais jovens e até para uns não tão jovens.

Mas, “entre tapas e beijos”, muito mais beijos do que tapas, alguém haveria de “tocar” esse namoro. Esses foram (ou são?) os agentes do serviço de inteligência de Cuba. Homens e mulheres abnegados, trabalhando com mais ênfase em São Paulo e no Distrito Federal. Lembro-me de várias reportagens relatando a ação dessas pessoas, que, por vezes, se deixaram expor. Mas quem tem olhos para vê-los?

Porém, permeando todo esse período, tome-lhe mais propaganda, em especial a da Saúde. Então, senhores que me leem, acreditem, essa contratação de médicos cubanos feita no mês de agosto de 2013 nada mais é do que novo gesto de amor do Brasil por Cuba. Isso vem de longe, aos moldes de uma verdadeira operação estratégica com objetivo agora alcançado.

Essa Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), que intermedia a vinda dos cubanos, é uma instituição totalmente infiltrada por Cuba e um de seus mandatários, em período que não posso precisar, chegou a ser um renomado médico de São Paulo, totalmente um “cubanófilo”. Essa contratação de médicos cubanos, nos moldes em que foi feita e guardadas as devidas diferenças, não parece aquela contratação de mercenários que se fazia no Brasil Colônia?

Incluam nesse período de tempo os continuados empréstimos feitos pelo Brasil a sua amante Cuba. E as visitas de políticos brasileiros a Cuba? Parece que, pelo menos um deles, escolheu a Ilha para falar mais das suas bobagens. E tem esse, mais recente, que viajou a Cuba no Carnaval usando um “jatinho” da FAB (e ficou “brabinho” quando se lhe cobraram explicações).

E como é que fica a situação daqueles brasileiros “espertinhos” que, indicados por um partido político e por movimentos sociais, fugiram de um exame vestibular no Brasil e foram cursar medicina em Cuba? Virão como se cubanos fossem e aqui seguirão outros destinos? Seus diplomas serão validados no Brasil? Quem são eles? Onde pode ser encontrada uma relação de seus nomes?

Então, como escreveu nesta semana um articulista de renome, “não os subestime...”, ao que eu ouso acrescentar, embora todos já saibam disso, “eles” não tem compromisso com o Brasil. Nenhum compromisso.

(escrevi de memória, críticas serão benvindas)

 

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