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Categoria: Diversos
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Por Félix Maier
 Conclamo todos os amigos a sairmos dessa letargia, dos afagos mútuos via e-mail, em que todos recebem os mesmos textos dos mesmos amigos, a sairmos de uma ação puramente "passiva" e partirmos todos para uma "ação direta". Ação direta para quê? Ora, fazer tudo para que Lulalá não se reeleja neste ano, para que o sapo barbudo seja mandado de volta para o brejo de onde nunca deveria ter saído.
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 Aliás, foi isso que o general Torres de Melo disse o tempo todo durante o I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo, realizado em Brasília nos dias 31 de março e 1º de abril do corrente ano, que reuniu ONGs de militares e civis aposentados de todos os cantos do Brasil. "Ação direta" com nossos parentes e amigos, com o síndico, com o porteiro, com o faxineiro, com a empregada, na fila do banco, na piscina, na praia, na casa paroquial, na fila do ônibus, no clube, na escola, na faculdade etc. Torres de Melo disse que todo dia ele entra em uma fila de banco, se comporta quase como um tantã, faz "tête-a-tête" com muitos clientes do banco e dá seu recado - votar contra Lula -, inclusive entregando panfletos. Se cada um de nós fizer isso no edifício onde mora, já é o começo de alguma coisa mais útil do que encher o saco dos amigos com inúmeros e-mails que ninguém mais tem paciência de abrir. Que tal seguirmos ainda o conselho de Torres de Melo e imprimirmos adesivos para colar nos carros, do tipo "Não vote em ladrão... de novo", "Cuidado com a cueca!", "Não voto em corruPTo"?

É um trabalho um tanto desalentador, visto que Ali Babaca (aquele que não sabe de nada) tem tudo a seu favor: a máquina administrativa, a chave do cofre e as falanges totalitárias, as quais já ameaçou "botar na rua" - CUT, UNE, MST e grupelhos correlatos. Nem Mussolini tinha tanto poder. Quanto mais denúncias contra o governo petista aparecem nos jornais, mais Ali Babaca cresce nas pesquisas. Com a desmoralização do Congresso Nacional, que absolveu "mensaleiros" ladravazes, está colando a tese de que todo político é ladrão. Ali Babaca se aproveita dessa falsa conclusão para passar o recado de que tudo continua como dantes no terreiro dos xavantes, de que a corrupção hoje não é maior do que antigamente, de que a elite está querendo derrubar o pobre metalúrgico de nove dedos. Assim, Ali Babaca continua nos braços da população mais humilde, principalmente a nordestina, que não conhece a grave situação que vivemos, pois não se trata apenas de uma campanha populista, mas de mudança de paradigma para toda a nação, já que há um macabro plano socialista por trás disso tudo, contrário à formação política, social, econômica, moral e religiosa do povo brasileiro: o Foro de São Paulo pretende instituir em nossa região uma nova União Soviética, a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL).

Não foi à toa que Ali Babaca aumentou de 8 para mais de 11 milhões o número de famílias beneficiadas com o Bolsa-Família, apesar de o IBGE ter apresentado uma pesquisa, em 2005, que comprova a diminuição de miseráveis no País. É a forma moderna de voto de cabresto ou de curral, uma imoralidade que está se mostrando muito útil para as pretensões de Ali Babaca tentar se reeleger.

O jornalista Rui Nogueira, em sua palestra no Encontro de Brasília, disse que é possível reverter o favoritismo atual de Lula, assim como foi possível reverter, em 20 dias, o rumo da campanha do plebiscito do desarmamento. Apesar do apoio maciço da TV Globo e seus artistas, o NÃO venceu com 60% dos votos válidos. Disse o jornalista, no início de abril, que naquele momento o brasileiro estava com a cabeça voltada para outras coisas. O povaréu iria primeiro curtir o triplo final de semana prolongado (Páscoa, Tiradentes e 1º de Maio), o início do campeonato brasileiro de futebol, viria a Copa do Mundo e só depois, com a campanha presidencial na TV, é que o brasileiro iria começar a se decidir para valer. Espero que Rui Nogueira esteja correto em sua análise.

O problema é que a República dos Bandidos já está batendo pesado em Geraldo Alckmin, trazendo à tona falcatruas que teriam ocorrido no banco Nossa Caixa, do governo paulista, além do caso envolvendo a ex-primeira-dama paulista, Sra. Lu Alckmin, que teria recebido gratuitamente 40 vestidos de um estilista. As recentes ações do PCC derrubaram Alckmin nas pesquisas, embora a gangue criminosa tenha simpatias pelo PT, como provou a revista "Veja" de 16/8/2006 ("As Fitas do PCC"), pg. 66-67, em que um bandido, antes das eleições de 2002 para governador de São Paulo, concita os familiares de presos a "eleger o Genoíno" e a não votar no "Al" (Alckmin).

Nada de Daslu. A campanha presidencial deste ano será uma disputa de Daspu contra Dalu. O poderoso partido-Estado que contratou as meretrizes da cafetina Jeany Mary Corner contra o marido da Sra. Lu.

Número cabalístico, esse número 40. De um lado, Ali Babaca e seus 40 ladrões. De outro, Geraldo Alckmin e os 40 vestidos de Dona Lu. Apesar da comparação descabida e assimétrica, tenho certeza de que Lula tentará provar que os 40 vestidos da Sra. Lu são um escândalo 40 vezes mais grave do que a roubalheira petista, que, segundo dados da CPMI dos Correios, desviou mais de 1,2 bilhão de reais, dos quais "apenas" 80 milhões seriam para pagar parlamentares "mensaleiros".

Por isso, em outubro, vote contra a Daspu, vote contra Ali Babaca e seus 40 ladrões. Vote a favor de Dalu. Apesar de seus 40 vestidos. Afinal, como disse Rui Nogueira, não existe santidade no meio político. Se tivéssemos que procurar um santo, disse ele, teríamos que ir a um convento de freiras. Mesmo assim, o que falam da Madre Superiora...