Jacornélio M. Gonzaga (*)
Brasília, 21 de setembro de 2013.

Como é de conhecimento “de quase todos”, a expressão "Cavalo de Troia" refere-se a um grande cavalo de madeira usado pelos gregos durante a Guerra de Troia, como um estratagema decisivo para a conquista da cidade fortificada. Tornou-se largamente empregada na cultura popular, sempre com o sentido de um artifício astuto, enganoso e perigoso, que possibilita a penetração dissimulada em território alheio.

O engodo, também conhecido como "um presente grego", é assim chamado quando recebemos algo de aparência agradável, mas que produz terríveis conseqüências.

 A Guerra de Tróia foi um conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos, aconteceu entre 1.300 e 1.200 a.C.

Os eventos finais do conflito são contados na obra “Ilíada”, de Homero. Em sua outra obra poética, “Odisséia”, o autor conta o retorno do guerreiro Odisseu e seus soldados à ilha de Ítaca. Somente nesta obra é que aparecem referências ao cavalo de madeira, considerado pelos troianos como um símbolo de sua vitória.

Na “Ilíada” é contada a saga de dois heróis: Heitor, que lutava por Troia (não é aquele do Sarney) e o grego Aquiles, um homem da guerra, cujo único ponto fraco era o seu calcanhar, que ao ser atingido por uma flecha envenenada, levou-o à morte, durante o assalto ao interior da cidade de Tróia.

Na área da tecnologia, o Trojan horse (Cavalo de Tróia) é um malware (programa malicioso), que tem um pacote de vírus e é usado, geralmente, para obter informações ou executar instruções em um determinado computador.

Age como a lenda do cavalo de Troia, entra “de fininho” no computador, libera uma porta para a invasão e, disfarçado como um programa legítimo dá inicio à destruição dos programas instalados, roubando senhas e operando danos de outras naturezas.

Os trojans atuais são disfarçados de programas legítimos, embora, diferentemente de vírus ou de worms, não criam réplicas de si (e esse é o motivo pelo qual o Cavalo de Tróia não é considerado um vírus). São instalados diretamente no computador.

A guerra descrita por Homero foi recontada por vários outros autores, antigos e modernos, que introduziram variações e expandiram a história, mas em resumo o episódio do cavalo é como segue:

Os petistas, coligados com diversos segmentos da esquerda grega (PMDB, PDT, PCdoB, PQP, etc... montaram uma quadrilha para assaltarem Troia e "recuperar Helena, esposa raptada de Menelau, rei de Esparta’. À época, os troianos eram governados pelo PSDB, tidos como neoliberais e globalizados (hum!!!).

Depois de um penoso e frustrante cerco de quase dez anos (na verdade foram treze, referentes às quatro incursões lulianas), Troia permanecia inexpugnável, protegida por altas muralhas, e aparentemente assim permaneceria.

Ambos os lados se diziam de esquerda e contavam com o auxílio de deuses.  Atena, deusa metida à intelectual, favorecia aos petistas, especialmente ao “herói” Odisseu, a quem os romanos, posteriormente, chamaram de Ulisses, e que passaria a história como José Dirceu. Foi dele a ideia de criar o cavalo, mas alguém teria que construí-lo, Odisseu (1) pediu ao „cumpanheiro? Sinon (Roubalus Ignácio) para executar a tarefa.

Roubalus Ignácio, membro destacado do sindicato dos Argonautas, recusou a missão, alegando que ‘como nunca tinha trabalhado, poderia atrapalhar a grande obra’, mas estava à disposição do ParTido, emprestando seu nome para governar Tróia, após a tomada do poder.

Como o Prefeito Celso Daniel havia sido assassinado misteriosamente, Odisseu incumbiu Epeu (Astíanax Palocci) da tarefa, sendo ajudado por Atena.
O cavalo foi construído com madeira, possuindo um interior oco (como a cabeça dos petralhas), onde um grupo de ativistas do PT e simpatizantes deveria se esconder.

Simulando uma retirada, os petistas deixaram o cavalo às portas da cidade e se ocultaram na ilha de Tenedos.

Aquele sindicalista, nada afeito ao trabalho, Roubalus Ignácio, deixa-se capturar e, com ardis do tipo ‘discurso moderado, prometendo a ortodoxia econômica, respeito aos contratos e reconhecimento da dívida externa do país’ conquista a confiança de parte da classe média e do empresariado e induz os troianos a levarem o cavalo para dentro da cidade, o que fazem em meio a uma grande festa na Esplanada dos Ministérios.

À noite, enquanto a cidade dorme, os petistas (neobolivarianos) saem do cavalo e facilitam a entrada da „cumpanherada?, que finalmente captura, saqueia e destrói Troia.

Espertamente, Roubalus Ignácio torna-se o governante máximo e disposto a manter-se 'ad aeternum' no poder, começa o aparelhamento do Estado troiano, por meio da implantação novas ações ou continuação daquelas em andamento mesmo antes da tomada do poder. Destacam-se, entre outras:

- manutenção e expansão da rede infiltrada nos setores governamentais e estatais, a fim de municiar com informações a extorsão e a chantagem praticadas pelo estado petista;

- distribuição ao PT dos cargos de confiança em todos os níveis (municipal, estadual e federal);

- infiltração e desmoralização do Poder Legislativo (mensalão, votações diversas, “renanzadas” e “sarneyzadas” de sempre, escândalos cada vez maiores, etc...);

- infiltrações vergonhosas e quase domínio do Poder Judiciário, por intermédio da imposição de figuras despreparadas, vaidosas, vendidas, e até mesmo moralmente não confiáveis;

- política externa pautada ideologicamente, com total subserviência castro-bolivariana, aos governos ditatoriais do mundo e aos miseráveis da África, mas inflexível contra aqueles que são historicamente parceiros comerciais;

- uso das entidades poderosas (Petrobrás, BNDES, BB, CAIXA, e outras) para desviar recursos para a “cumpanheirada”, utilizando até a desculpa cultural;

- infiltração dos Black Blocs (cópia das Sturmabteilung ou SA, "Tropas de Assalto" nazistas, também conhecidas como „Seção Tormenta?), nas passeatas pacíficas, a fim de intimidar qualquer tipo de manifestação contra o governo;

- contaminação de computadores por meio dos Trojan Horse, tirando do ar sites e blogs contrários à petralhada, roubando senhas, plantando notícias e dossiês falsos, enfim, coagindo ciberneticamente os adversários políticos;

- uso eleitoreiro da saúde pública, empurrando agentes de saúde (médicos cubanos) e outros tipos de agente goela adentro da sociedade brasileira; e, - mais, mais, muito mais...

O aparelhamento do estado troiano chegou a tal ponto que, até os arqueiros que haviam lançado as flechas venenosas em Aquiles foram amordaçados por meio do afastamento das decisões; de um rearmamento com bestas de brinquedo; de fajutos aumentos de salário; de campanhas e comissões da verdade para reescrever a Ilíada; e, da inércia total do arqueiro-mor.

Conclusão: embora o calcanhar do Aquiles petralha esteja exposto, não sobrou ninguém para lançar uma flecha envenenada na úlcera petista. Difícil a aceitação, mas o JUMENTO DE GARANHUNS dominou a sociedade troiana, como nunca antes nesse país.

(*) Jacornélio está dominado e não é “ninguém”.
Atualmente é aluno de um curso de arco e flecha. Revisão: Paul Essence e Paul Word Spin (in memoriam).
Brasília, 21 de setembro de 2013. e-mail:
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NOTA: (1) O traço heróico de Odisseu (José Dirceu) está em sua métis, ou "inteligência astuta". Segundo a Odisseia, esta sua habilidade se manifesta no uso de disfarces e em falas e discursos enganosos. Seus disfarces podem tanto ser físicos (alterando sua aparência) como verbais, como fez ao contar para o ciclope Polifemo que seu nome era Oútis (Ninguém), e fugir após cegá-lo. Quando os outros ciclopes perguntaram a Polifemo o motivo de seus gritos, ele responde que "Ninguém" lhe está machucando, o que faz com que pensassem que o acontecido era um castigo dos deuses.

A falha mais evidente que Odisseu ostenta é a sua arrogância e seu orgulho, ou húbris. Exemplo disto é que à medida que navegava para longe da ilha dos ciclopes, Odisseu gritou seu próprio nome, orgulhando-se de que ninguém poderia derrotar o "Grande José Dirceu" .

Em represália, os ciclopes jogaram a metade superior de uma montanha sobre ele, e rezaram para seu pai, o deus do mar, Posseidon, informando que José Dirceu havia cegado um de seus filhos. Enfurecido, o deus, fez de tudo para impedir o retorno de Odisseu a seu lar por muitos anos.

Somente com a chegada do „novato? Luís Roberto Barroso e do juiz Teori Albino Zavascki; com o apoio sempre incondicional, dedicado e neutro de Enrique Ricardo Lewandowski e de José Antônio Dias Toffoli; com o indecifrável voto de Rosa Maria Weber Candiota da Rosa; e com a posição "humilde? do grande jurista, jurisconsulto, jurisprudente, jurisfarsante, juris et de jure, júris tantum, jurispetista, jurisqualquercoisa José Celso de Mello Filho, é que Odisseu poderá continuar gozando suas merecidas férias por longo, longo tempo! ===================================================

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