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Categoria: Diversos
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 Por Marcelo Medeiros - JB Online
As denúncias de corrupção no governo Lula são diárias. Não despertam mais indignação nem mesmo surpresa. Os integrantes do primeiro escalão do governo são acusados de planejar e praticar todo tipo de roubo e patifaria com o patrimônio público. O presidente da República chegou à desfaçatez de afirmar que o dinheiro do contribuinte gasto por uma ministra, em compras pessoais num free shop, “não era crime nenhum” mas apenas “falha administrativa”.

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Não foi a primeira, e nem será a última vez, que o presidente Lula tenta inocentar um subordinado demitido por suspeita de má utilização ou de roubo de dinheiro público.

O escândalo do mensalão escancarou as maracutaias do PT. A população se sentiu traída pelo partido dos trabalhadores, no qual votou, por ter acreditado na sua falsa imagem de honestidade.

A decisão histórica do Supremo Tribunal Federal de processar vários ministros do governo, o presidente e o tesoureiro do PT – partido do presidente da República – por corrupção ativa, formação de quadrilha e diversos outros crimes, enquadrando todos como réus da maior corrupção da História do Brasil, parecia ter colocado um fim no descalabro moral e político que havia se instalado no país. Mas, infelizmente, parece que foi só o começo.

Confiante nos números positivos da economia, resultantes em grande parte da conjuntura internacional favorável, e na falta de capacidade crítica da população, o governo petista adotou a norma de que os fins justificam os meios, quaisquer que eles sejam.

Do pagamento da tapioca do ministro do Esporte, das compras no free shop da companheira secretária, dos gastos extravagantes e injustificáveis do segurança da filha do presidente, dos abusos, dos desperdícios e das roubalheiras cometidas pelos detentores de cartões corporativos – são 11 mil – pode se ter uma idéia do que deverá ser apurado pela CPI dos Cartões.

Os gastos absurdos, autorizados e praticados pelos que não têm qualquer respeito pelo dinheiro público, arrecadado dos contribuintes que pagam com sacrifício seus impostos, significam um insulto à dignidade, à moral e à cidadania dos brasileiros. Estas práticas precisam ser punidas rigorosamente pela justiça comum e pelo Congresso Nacional. Responsabilizando-se o presidente da República e os ministros envolvidos nos crimes de responsabilidade que vierem a ser apurados.

Parece frase feita mas é verdade: nunca se roubou tanto no Brasil como nestes dois governos do PT. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recomendou a centenas de vereadores do PSDB, reunidos em São Paulo, que adotassem para as eleições municipais deste ano o significativo slogan Fim da roubalheira.

Escândalos sobre corrupção, atos ilícitos, uso impróprio da máquina estatal e dos recursos públicos já fazem parte do dia-a-dia dos noticiários. Mesmo assim – com a divulgação desta enxurrada de escândalos – a popularidade do presidente Lula continua alta.

É revoltante constatar, mas é um indicador significativo da falência moral da sociedade brasileira.

O regime democrático é, no mínimo, curioso. Nos Estados Unidos, em 1974, destituíram Richard Nixon da Presidência da República por ter permitido espionagem e escutas telefônicas ilegais dos seus adversários na campanha presidencial de 1972, conhecido como escândalo Watergate.

No Brasil, o governo bisbilhota a vida de quem lhe interessar. Existem milhares de escutas e gravações telefônicas ilegais, feitas, sem autorização, por órgãos oficiais. Os cofres públicos são roubados diariamente. E nada acontece!