Desde o MST, Chávez, MIR, MR-8, MST, MLST até as FARC, todos são atores do Foro de São Paulo, onde o "nosso" presidente é o líder e fundador. O maior encontro de esterco do planeta que não é coberto pela imprensa, nem pelo IBAMA, nem pelos orgãos de saneamento básico.
Jornalista Margrit Schmidt - Jornal de Brasília
Depois do espanto causado por mais uma fanfarronice litigante do general Hugo Chavez, presidente da Venezuela, em ameaças mais do que explícitas de guerrear com a vizinha Colômbia, no  último domingo, tivemos finalmente a posição oficial do Brasil sobre o caso anunciada pelo chanceler Celso Amorim na segunda feira, dia 3 de março Classificada como neutra e pacificadora pelas fontes oficiais, a posição brasileira de exigir desculpas do presidente Álvaro Uribe por ter invadido o espaço aéreo do Equador é correta, mas, no momento, pode ocultar uma mal disfarçada solidariedade com as  Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC.

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A suspeita prospera porque o PT é membro fundador do Foro de São Paulo, uma organização criada por Lula e Fidel Castro para reunir a esquerda latino-americana em torno de delírios antiamericanos e socialistas e muita propaganda ideológica. Problema maior não haveria além de cansar platéias com longos e ancestrais discursos, recheados de palavras de ordem e chavões “socialistas” tipo, “o povo unido jamais será vencido” “abaixo o imperialismo ianque”.

 

Socialismo jurássico

Acontece que o tal Foro, além de abrigar partidos de idéias jurássicas socialistas com práticas sofisticadas capitalistas quando alcançam o poder, como é o nosso caso petista, abriga também grupos terroristas, como as FARC, a ELN também colombiana e a UNRG, da Guatemala. Estes grupos são criminosos. Seqüestram, matam, traficam drogas no mercado internacional.

São conhecidos como narcoguerrilheiros os bons companheiros de Chavez, Correa, Lula e Fidel no Foro de São Paulo. As Farc constituem problema político-militar grave na Colômbia. A senadora Ingrid Betancourt, a mais famosa da imensa lista de pessoas seqüestradas pelos narcoguerrileiros, está há seis anos acorrentada a uma árvore e é forçada a caminhar descalça   quando o grupo se desloca pela mata. Qualquer semelhança com a decantada bandeira de respeito aos Direitos Humanos, tão cara às esquerdas do Foro de São Paulo, não coincide com os maltratos sofridos pelos reféns destes bandidos vendidos como heróis nos refrões das igrejas esquerdistas.

E o que querem as Farc? Pouco antes do ataque colombiano ao acampamento dos narcotraficantes no Equador, os guerrilheiros anunciaram que não libertariam mais nenhum refém até que o governo Uribe cedesse. A principal exigência é a criação por um período de 45 dias de uma zona desmilitarizada de 800 quilômetros quadrados. Seria o local para que se realizassem negociações para troca dos reféns da guerrilha por terroristas presos.

Na verdade, isso não passa de estratégia para dar impressão ao mundo de que Uribe detém o destino dos prisioneiros seqüestrados pelos guerrilheiros, além de criar, dentro da Colômbia, mais  uma faixa de território guerrilheiro.

 

“Elecciones? Jamás”

Eles só querem isso: tomar o poder pelas armas na Colômbia. Por que será que não depõem as armas e disputam as eleições? Imagine! Qual seria a fonte de renda de tão rico agrupamento, que compra armas comprando pedágio de produtores de coca e recebe polpudos “donativos” de governos amigos da “causa”? No campo democrático os recursos minguariam.

Com a morte do grupo acoitado no Equador, foram capturados computadores que mostram os vínculos mais do que afetivos e ideológicos entre as Farc e os governos bolivarianos (seja lá o que isso signifique) de Hugo Chavez e Rafael Correa: negociações sob proteção do governo equatoriano, e claro,grana, muita grana. Nada mais nada menos, US$ 300 milhões de Chavez para as Farc, registraram os computadores do grupo. Como bem disse o senador Sarney, ontem, na tribuna do Senado: “Aceitar ações das Farc como parte de um jogo político normal é atribuir valores a um simples exercício de terrorismo. E no mínimo uma velada solidariedade com esse modo de tortura”.

Por mais que o Brasil tenha que manter sua vocação de pacificar e assumir a coordenação das conversações entre as partes envolvidas no conflito, não poderá fugir de uma coordenação formal dos métodos e dos objetivos desta nova versão do velho e carcomido bandoleirismo terrorista. As cobranças já estão no ar. Até porque temos no nosso território um possível embrião do terrorismo guerrilheiro, o MST. Os declarados objetivos anticapitalistas são os mesmos. Só lhes faltam as armas. Os métodos de ataque e resistência em muito se assemelham aos praticados pelos “narcos”.

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