Marcha com Deus e para a Família. O povo explícitamente solicitando a intervenção das Forças Armadas em 1964

Ternuma Regional Brasília - Por Luiz Carlos Loureiro - Cel Res
Já houve quem dissesse que a intervenção das Forças Armadas no Brasil em 1964 foi contra os interesses nacionais, o progresso e a modernização. Tudo ao contrário. O que houve foi uma reação liderada pelos militares e respaldada nos puros anseios de um povo que temia a implantação do comunismo no país. Prevaleceram, portanto, os interesses nacionais.

 

Texto completo

No que concerne ao progresso e a modernização tanto se fez que o Brasil de 48ª economia passou a ser a 8ª com saltos expressivos de quantidade e qualidade nos números que regem o poderio econômico de uma nação. Após 44 anos pode-se afirmar que essa intervenção foi preventiva. O insuspeito presidente Lula em várias ocasiões disse ter sido o período pós 64, com os militares, que o Brasil cresceu com planejamento e foi a época do pleno emprego.

O governo deposto de João Goulart era fraco, susceptível a influências e altamente comprometido com a quebra da ordem institucional. Havia uma estratégia de incentivo à desordem num caminho que levasse ao caos generalizado. É muito fácil comprovar isto lendo as recriadas publicações de jornais e revistas da época. A informática a serviço da história coloca à disposição da sociedade um contraponto àqueles que insistem em deturpá-la. O insuspeito professor doutor Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, tem tido coragem de afirmar em textos e palestras as verdadeiras intenções dos que desafiaram a autoridade do governo pós 1964. Apesar de todos os êxitos alcançados e a fragorosa derrota imposta anos depois aos que inconseqüentemente se lançaram à luta armada, a pacificação não veio com a lei de anistia. O resultado de um trabalho de mídia alicerçado na liberdade política colocou os vencedores sem espaço e em silêncio diante de novos imperativos. Recentemente, o insuspeito jornalista Elio Gaspari pôs a nu a “farra” das indenizações ao comentar o caso em que o terrorista de 1968 receberá  três vezes mais do Estado do que seu infeliz algoz,um simples cidadão comum que passava pela rua,que após 90 dias de internação e 9 operações perdeu parte da perna como conseqüência de um covarde atentado a bomba,ocorrido contra o consulado americano em São Paulo. Enquanto isto, as Forças Armadas já não suportam a diminuição progressiva dos seus orçamentos e o comprometimento do seu preparo e emprego. Cabe ressaltar também o desinteresse em se realizar uma igualdade salarial com outras carreiras pagas pelo mesmo “patrão”.

Hoje como nunca se fala em segurança. O ambiente internacional conturbado nos leva a refletir sobre as potenciais ameaças à nossa soberania e integridade territorial tendo a Amazônia como pano de fundo. No plano interno nossa preocupação se volta para o descalabro do crime organizado, a escandalosa corrupção na administração pública, a Amazônia e sua biodiversidade, as águas, etc. Procura-se por insuspeitos que venham influenciar os nossos congressistas a seguirem os rumos que a democracia prevê para  que se restaure a autoridade do Estado e se votem as leis que garantam a capacidade operacional das Forças Armadas de um país que se diz emergente.

Luiz Carlos Loureiro - coronel da reserva

Ex-comandante do 25º BC – 1998/2000

Adicionar comentário