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Categoria: Lançamentos
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 Diario de Natal 10/09/2006

A caixa de entrada de e-mails do presidente do CDHMP/RN, Roberto Monte, amanheceu a terça-feira da semana passada com uma mensagem em tom de solidariedade ao movimento contrário ao lançamento do livro do coronel Brilhante Ustra em Natal. Na época, pensava-se que a obra seria lançada no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHG/RN), após a desistência da ANL, e a mensagem era de autoria do dramaturgo Augusto Boal (Foto). O idealizador e diretor do Centro do Teatro do Oprimido (CTO), que, em 1971, partiu para o exílio - seu retorno definitivo ao Brasil só ocorreria em 1986, não se alongou e apenas pediu para que os ''amigos'' o mantivesse informado acerca do assunto.

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O movimento da entidade envolveu através de mensagens virtuais cerca de 75 mil pessoas desde os rumores de que o lançamento do livro acontecesse na ANL. De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Aloísio Matias, foi justamente esta campanha que motivou o Instituto Histórico e Geográfico a recuar e não promover o evento. O Poti tentou ouvir o advogado Enélio Petrovich, presidente do IHG/RN, mas não obteve sucesso. Segundo familiares, ele estava viajando e voltará a Natal somente esta semana. ''Faremos de tudo para informar ao maior número de pessoas possível quem é Brilhante Ustra e tudo que ele fez'', disse, ao divulgar o movimento, Roberto Monte.
Sabendo da mudança do local do lançamento, o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular deverá mudar de estratégia já que, a princípio, a idéia era não permitir que o livro A verdade sufocada fosse lançado no IHG/RN. ''A Academia Norte-riograndense de Letras teve juízo e não quis este lançamento. Assim como não me recordo da vez em que o Instituto Histórico Geográfico serviu de sede para lançar livro escrito por torturadores'', conclui Monte.